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No dia 17 de setembro de 2003 a
SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O DESENVOLVIMENTO DA
PESQUISA EM CIRURGIA - SOBRADPEC
completou 16 anos de
profícua existência. Instalou 23 Regionais. Realizou 8 Congressos
Nacionais. Estimulou e apoiou a criação de núcleos de pesquisa
em cirurgia experimental em nosso País.

Este êxito, certamente, se deve a iniciativa, interesse e dedicação dos cirurgiões-acadêmicos de nosso País. São cirurgiões envolvidos no ensino, na Pesquisa e na Extensão. Os que têm, mostram que têm, e defendem o ideal da Universidade.

Tem como publicação oficial a Revista ACTA CIRÚRGICA BRASILEIRA, que está sendo editada a cada trimestre ininterruptamente, há 15 anos.

Passou a ser publicada bimestralmente a partir de 2002.

Tornou-se o veículo principal de publicação dos trabalhos originais de pesquisa na área da Cirurgia Experimental no País. Muitas das publicações correspondem a Teses de Mestrado e de Doutorado apresentadas como artigos.

Algumas das Regionais motivaram-se no exercício efetivo da Cirurgia Experimental instalando e desenvolvendo núcleos de pesquisa. São terrenos férteis para a formação de recursos humanos capacitados para a investigação em animais de laboratórios. Servem de exemplo ilustrativo do PIB que existe na área.

P = POTENCIAL
I = INDIVIDUAL
B = BRASILEIRO

Este PIB existe em todas as Instituições. Em algumas ele está, simplesmente, adormecido.

A SOBRADPEC tem "despertado", estimulado, motivado, congregado e orientado estes colegas. E que entusiasmo estes colegas tem mostrado ...

Esta é a força da SOBRADPEC, que tem seu Potencial Individual (e coletivo) Bom. Muito bom.

Parabéns a todos os nossos Sócios.

Saul Goldenberg
Diretor Presidente da SOBRADPEC

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Comunidade Azul

Alcino Lázaro da Silva
Presidente da Diretoria Central

A SOBRADPEC surgiu para ocupar um espaço no campo da cirurgia acadêmica. Poder-se-ia conceituá-la como uma sociedade-de-cirurgiões a se preocupar com a assistência e o aprimoramento na investigação científica, clínica ou experimental. Desse conceito nasce, então, o que se denominou, o cirurgião-acadêmico.

O logótipo ou a logomarca da sociedade é um brasão em cujo contorno se lê o nome da Sociedade, na expectativa deste nome caracterizar os Amigos da Ciência. Na base do contorno as linhas se dispõem em debruns (cótica, vergueta) harmônicas e iguais, bilateralmente, caracterizando o equilíbrio que se espera dos Amigos da Ciência, tendo no centro a data de sua fundação, 1987.  No centro há um triângulo que possui mistérios na sua imagem: lados iguais, ângulos iguais, três lados que poderiam significar a Santíssima Trindade, as partes do universo, as fases da existência, os reinos da natureza, as partes do corpo, as dimensões do espaço, os elementos da matéria, os pontos da reticência, as Três Marias, o número perfeito, o triângulo inconfidente, o triângulo da liberdade. Encerrados no contorno artístico, e também triangulando, vêem-se as três pilastras da arte cirúrgica: diérese, hemostasia e síntese. No centro do triângulo, o ponto de atenção maior da sociedade que é a divulgação do conhecimento, ou seja, a revista Acta Cirúrgica Brasileira. Sem comunicar-nos, a ciência não se divulga, não se aprimora e não se desenvolve. Transferir é mais importante e mais nobre do que até o idealizar ou o fazer.

Enfim, v.g., “Tres faciunt collegium” (Três fazem o Grupo) deveria estar escrito, como lema, abaixo do nome Acta Cirúrgica Brasileira.

O seu lema é a união, o esforço comum, o entendimento, a fraternidade e o “verbo somar”. São as mãos postas (justapostas), voltadas para o alto, para o céu, no sentido de lembrar ao cirurgião de que amar e orar fazem da ciência uma arte de amar e da arte de amar, uma ciência do sentir.

A sua filosofia de trabalho são essas mãos, postas e voltadas para o alto, no sentido de aglutinar, de somar e de compatibilizar o trabalho assistencial e científico  numa feliz união entre o orientador e o orientado.

A sua política é a mais saudável possível. Emergindo da Cirurgia Geral relaciona-se muito bem com outras sociedades, sem que uma interfira no objetivo central da outra. Exemplificando. O Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) cuida e defende o Cirurgião Geral e as suas especialidades afins. A SOBRADPEC, no relacionamento com o CBC, agasalha o profissional e lhe acrescenta o toque metodológico para desenvolver-se na investigação científica experimental. Oferece-lhe mais academia. O Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) agasalha e promove o especialista em Cirurgia Geral, o cirurgião do Aparelho Digestivo. É o profissional oriundo do geral que se aprofunda na área digestiva, circunscrevendo suas ações a uma das áreas mais afins à Cirurgia Geral. A SOBRADPEC, no entrelaçamento com o CBCD, oferece o estímulo e o desafio para a experimentação e o método científico especializado.

O raciocínio idêntico se estende a qualquer especialidade originada na Cirurgia Geral e que se proponha a investir também no academismo ou no método experimental. O objetivo, pois, da SOBRADPEC é ser espaço para o cirurgião-acadêmico, estimulando sobretudo o campo do método e da investigação experimental.

Para cumprir seu objetivo necessita de investir em dois caminhos que sejam sempre paralelos e indissociáveis. O primeiro é o método e a investigação experimental. O segundo, rota ainda não explorada por qualquer sociedade, é a convivência  para haver convivialidade.

O primeiro caminho é universal. Desde GALENO, para não dizer de SÓCRATES, ou dos pensadores da antiguidade, todos os cirurgiões detêm conhecimentos para aplicar suas dúvidas na experimentação com método.

O segundo caminho, para nós, é novo. Não foi explorado, para não exagerar e dizer não pensado. Convivência. Convivialidade.

Por quê se admite a sua importância e a necessidade da sua instalação e desenvolvimento entre os cirurgiões ou cirurgiões-acadêmicos?

O mundo contemporâneo trouxe-nos um grau excessivo de competitividade, de reserva de mercado e de ansiedade. Estes fatos criam isolamentos, aglutinações corporativistas e, às vezes, dependendo do caráter e da formação ética de cada um de nós, um certo egocentrismo no trabalho e na investigação.

Se a SOBRADPEC abraçar, incorporar e desenvolver o segundo caminho, certamente, os ambientes cirúrgicos receberão o estímulo, em bases mais profundas, para o culto do bom relacionamento humano (amor), da tolerância (coração) e da cooperação (espírito).

Este conjunto gera, sem dúvida alguma, a instalação de um partido de convivência, ou seja, a COMUNIDADE AZUL.

Por quê o azul? Sem usar a  idéia da cromoterapia, o azul é a cor da tranqüilidade e do descanso. Ele equilibra e acalma.

Se tem esse poder ele pede ou rege a convivência. Desta, nasce a convivialidade que, por sua vez, orienta e desenvolve a ontoética, a ética do ser humano. Acima da moral (contemporânea), da ética (o que deve ser), da deontologia (a lei), da diceologia (o dever) e da bioética (a ética da vida).

Se nós conseguirmos exercer ou exercitar a ontoética, certamente, permaneceremos na nossa imanência mas com um salto para a transcendência ou, melhor ainda, para a transdescendência.

Em que local a SOBRADPEC pode cooperar no quotidiano  do relacionamento humano interprofissional?

Os seus instrumentos são as reuniões internas entre pares; as jornadas e cursos, ocasião em que o profissional se transborda; nos congressos para as atualizações e os avanços, enfim no corredor e nas salas de convivência no árido dia-a-dia quando o relacionamento é prolongado. Sobre tudo isto, o desempenho da experimentação idônea, em laboratórios.

O temário da Sociedade será técnico, científico, cultural e de formação humanística. A busca será sempre o geral, evitando particularizar para não se isolar em assuntos específicos  e restritos a poucos privilegiados.

Resumindo, transcrevemos o quadro publicado por GOLDENBERG, na Acta Cirúrgica Brasileira 2001;16(4):205 :

MISSÃO SOBRADPEC

S ERVIR

O RGANIZAR

B USCAR APRIMORAMENTO

R EALIZAR

A POIAR

D ESENVOLVER POTENCIALIDADES

P RODUZIR

E STIMULAR

C ONFRATERNIZAR

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