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Acta Cirúrgica Brasileira - Acta Cir. Bras. Vol. 8 no. 2, p.91-92, abr/mai/jun.1993. ISSN 0102-8650. Ponto de Vista |
TRANSPLANTE DE FÍGADO EM PACIENTES COM DOENÇAHEPÁTICA ALCOÓLICA
Moysés Mineis*
* Professor Adjunto — Livre Docente da Disciplina de Gastroenterologia Clínica da Escola Paulista de Medicina.
RESUMO: A associação entre consumo excessivo de etanol e doença hepática é conhecida desde longa data. Admitia-se até há, aproximadamente, três décadas que a hepatopatia freqüentemente observada em alcoólatras fosse conseqüente a deficiência nutritiva associada e não ao efeito do etanol. Afirmava-se: “ não há evidencia de que o álcool etílico seja mais prejudicial , mais tóxicas células hepáticas do que o próprio açúcar” 1 . Essa informação baseou-se em estudos experimentais realizados em ratos, sem nenhuma comprovação ao homem. No decorrer destas ultimas três décadas vários estudos experimentais, clínicos e epidemiológicas foram realizados com metodologias apropriada e possibilitaram demonstra que o etanol é uma substancia tóxica, capaz de induzir dano ao fígado, independentemente de desnutrição 4, embora essa possa potencializar sua hepatotoxidade 3. Os conhecimentos mencionados, entre outros, permitem denominar doença hepática alcoólica (DHA) à hepatopatia causada pelo etanol e/ou sues metábolitos.